quinta-feira, 11 de maio de 2017

Munir-se com ideias e dispará-las ao mundo.

Eu me lembro da primeira vez em que assisti o filme "Na natureza selvagem" e logo de cara me senti completamente cativada pela história de Christopher McCandless, essa obra faz a gente repensar sobre o real sentido de felicidade, felicidade é aquilo o que dizem que é ou aquilo o que te faz bem e é certo?


É incrível como que um mero ser humano, sem nada na carteira e no bolso, pode fazer tanta diferença na vida de tantas pessoas que cruzaram o seu caminho, apenas com suas ideias, ele conseguiu fazer uma verdadeira revolução intelectual na mente daqueles que dispunham de alguns minutos, horas ou até mesmo dias para ouvi-lo.

Minha mãe sempre disse para não confiar na palavra de estranhos, e talvez ela esteja certa, mas talvez nem sempre isso seja certo, porque ás vezes o estranho somos nós. E aí? Como convencer alguém de que somos confiáveis? Não é para ser feito um pedido como qualquer outro, mas sim algo a ser conquistado. Porém de qualquer forma, ouvi dizer por aí, de estranhos da internet, que para uma pessoa ser mais bem sucedida (seja lá qual for sua definição de sucesso), ás vezes depende mais de sua personalidade do que de qualquer outra coisa, embora as outras também sejam importantes. E eu lembro de ter ficado com essas duas coisas em mente, o filme e essa notícia.

Decidi que quero ser uma espécie de Christopher McCandless, só que do Brasil e mulher (risos), mas quero cativar um pouco ou muito (depende do tempo que eu permanecer na vida de alguém), mas quero entrar na vida das pessoas e deixar um pouco de mim, de uma forma memorável e prazerosa, que as façam repensar o senso comum, que as façam querer ser melhores, interessadas pela vida, pelas pessoas, por si próprio, pelo universo, pelas ideias e pelas mudanças, aquelas que tornam a vida do ser humano melhor, que faz as coisas funcionarem e que impacte outros tanto quanto me impactou e me fez querer impactar a outros.

Sei que nem todo mundo vai querer me ouvir ou até mesmo concordar comigo, mas eu não estou aqui para impor algo ou para acreditar nessa utopia de que todos serão receptivos e mudarão. Eu tenho dentro de mim uma boa dose de realidade, portanto já estou consciente das dificuldades e da rejeição de alguns, mas eu não sou motivada por esses alguns, eu sou motivada por sonhar, por acreditar que é possível, que a rejeição de hoje é a aceitação de amanhã, talvez, quem sabe, por que não?

Então, dedico-me todos os dias e instantes para ser uma pessoa melhor, para mim e para o mundo, para as pessoas e para as coisas. Eu conheci não só um garoto chamado Christopher McCandless, eu conheci a ciência, a filosofia, a vida e a mim mesma e tudo isso me tirou do senso comum, da inercia do conformismo, a ciência me deu o que a religião me tirou, pois a ciência me fez enxergar, não somente o ver, como também o saber, eu vejo agora e vejo o real, não há mais fantasmas ou demônios que possam me amedrontar, porque eles sequer existem, a única coisa que eu posso temer diante da realidade, é a negação dela, o abrir mão dos fatos, o fechar os olhos, a destruição, o caos e deixar escorrer entre os dedos ou entre o gatilho de um fuzil AK-47, 14 bilhões de evolução cósmica, isso sim é lamentável, triste e cruel. Desperdiçar tamanho presente que o universo nos deu, que o homem denominou de "vida".


Eu quero viver todos os dias e viver bem, sou grata à minha própria existência e penso que todos deveriam ser, mas mais do que isso, ver a vida como um presente raro e especial, não como um fardo pesado a se carregar, onde toda cegueira seja extinta e as pessoas possam ver quão belo e raro é realmente existirmos.

Texto "Think different" Steve Jobs: 

"Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que são peças redondas nos buracos quadrados.
Os que vêem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discorda-los, glorificá-los ou difamá-los.
A única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas.
Eles inventam. Eles imaginam. Eles curam. Eles exploram. Eles criam. Eles inspiram.
Eles empurram a raça humana para frente.
Talvez eles tenham que ser loucos.
Como você pode olhar para uma tela em branco e ver uma obra de arte? Ou sentar em silêncio e ouvir uma música jamais composta? Ou olhar para um planeta vermelho e ver um laboratório sobre rodas?
Enquanto alguns os vêem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucos o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são as que de fato, mudam."

:)

domingo, 7 de maio de 2017

Life is Strange: O Jogo

Bom dia, para os que acordaram cedo feito eu.


Vocês já ouviram falar do jogo "Life is Strange"? Talvez não, e não sabem o que estão perdendo caso a resposta seja de fato negativa. Agora, para aqueles que já conhecem, aposto que ao ouvirem falar sobre esse jogo tão INCRÍVEL (sim, em letras maiúsculas), tão encantador e tão profundo, com certeza entendem o motivo de tanta exaltação exposta aqui nessas palavras. Ou ao menos já ouviram falar sobre a "Teoria do Caos"? Para refrescar a memória de vocês, que tal relembrarmos do famoso filme "Efeito borboleta"? É, acho que esse filme é uma boa referência para entenderem sobre a teoria do caos, e o jogo "Life is Strange" é justamente sobre isso, mas muito mais do que te oferecer escolhas para se fazer durante todo o desenrolar do game, ainda vai te oferecer muitas reflexões sobre a vida, e mais do que isso, a tudo o que a envolve.



"Em Life is Strange, o jogador assume o controle de Max Caufield, uma jovem que retorna à sua cidade natal, a fictícia Arcadia Bay, para ingressar em uma das melhores faculdades de fotografia dos Estados Unidos. Por acidente, um dia ela acaba presenciando um assassinato no banheiro, decide intervir e descobre ter a habilidade de voltar no tempo e refazer suas ações e escolhas para mudar o futuro. 
Mesmo com a premissa sobrenatural, o jogo é calcado no desejo humano de poder consertar seus erros. É pensando nisso que o game introduz também a subtrama de Kate Marsh, uma garota que é vítima de bullying por vários outros alunos da universidade, levando-a a depressão e, eventualmente, suicídio."
Life is Strange traz à tona temas que fazem parte de nossas vidas, como bullying, depressão, sacrifício, manipulação, amizade, amor, vida e demonstra com profundidade, sensibilidade e honestidade, todas as consequências que são geradas através de nossas pequenas ou grandes ações/decisões, que ressaltando, é exatamente sobre o que se trata a própria teoria do caos. Sem contar a trilha sonora, que faz totalmente jus à qualidade da história e se encaixa perfeitamente com os contextos de cada cena.


Toda vez que eu falo sobre esse jogo pra alguém que nunca jogou, eu preciso me conter COMPLETAMENTE pra não dar spoilers, porque sinceramente tenho a vontade de contar tudo para que a pessoa contemple tamanha obra tanto quanto eu contemplo, porque realmente é bela e realista, e que mesmo me tendo feito chorar inúmeras vezes durante o jogo, ao fim dele, me trouxe uma lição ainda maior que me fez pensar ainda mais antes de tomar qualquer decisão na minha vida, o jogo me trouxe um aprendizado e eu penso que todos deveriam vivenciar essa experiência, porque embora saibamos de algumas constatações que o jogo faz, ainda sim é preciso muitas vezes estar na pele de alguém para realmente sentir o impacto daquela ação e consequência, que é isso o que nos torna na realidade, pessoas melhores, pois quando compreendemos o peso das coisas, seja das palavras ou ações, é que passamos a entender a dor e a felicidade, assim como todas as outras demais coisas.
Observação: Vou deixar algumas recomendações de comentários e teorias sobre o jogo para quem se interessar após jogar a história completa. (Isso vai ajudar ainda mais a compreender sobre todos os desfechos, inclusive algumas pequenas lacunas ou coisas subentendidas).
Comentário do diretor sobre o final do jogo (contém spoilers e repito mais uma vez: Só leia após jogar e completar toda a história, e não percam essa oportunidade de mergulhar em algo tão extraordinário):http://br.ign.com/life-is-strange/16551/feature/life-is-strange-diretor-explica-o-final-polemico-do-game
Há inúmeras "Teorias" sobre esse game também disponíveis no Youtube e alguns outros blogs, que vale muito a pena conferir todas elas.
Enjoy it! 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

O Mundo Segundo Star Wars

Olá, terráqueos.


Ontem dia 4 de Maio comemorou-se o dia em que os fãs dos filmes de Star Wars fizeram um trocadilho com a frase "May the Force be with you" (em português, "Que a Força esteja com Você") é uma citação famosa muitas vezes falada nos filmes de Star Wars, e os fãs comumente dizem "May the fourth be with you" (em português, "Quatro de maio esteja com você") neste dia. Com isso, pode-se notar que o trocadilho apenas funciona em inglês, ficando sem sentido em português. Enfim, de qualquer forma não poderia deixar de recomendar uma obra incrívelmente curiosa e interessante que li sobre esse clássico filme que marcou a vida de tantas pessoas e gerações (e ainda marca).



"O Mundo Segundo Star Wars"



Confesso que a primeira impressão que eu tive do filme, foi algo do tipo "Legal, mas meio bobinho", sim e talvez você que não seja tão fã ou nunca tenha assistido algum filme da saga, também pense o mesmo, mas essa obra vai te fazer mergulhar afundo em um universo Star Wars desconhecido ainda pra muitas pessoas, até mesmo para os que se denominam fã do filme e eu vou contar o porquê.

Star Wars é o tipo de filme repleto de tesouros escondidos em que somente uma análise minuciosa consegue capturar tantas riquezas em detalhes, e o livro começa informando que Star Wars é um filme sobre inúmeros temas e dependendo da perspectiva, pode tratar-se de uma história que se resume a um grupo de pessoas do lado luminoso tentando salvar uma galáxia, uma crítica á Impérios e um apelo à democracia ou será que é exatamente o oposto? Onde possivelmente pode também se tratar secretamente de uma história de paixão pelo lado sombrio?

Mas, Star Wars é também uma história sobre infância, paternidade, rebeliões, redenção, livre arbítrio, escolhas e consequências, além de abordar assuntos como cristianismo, Édipo, política, economia, igualdade de gênero, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, mágica e até terrorismo.

O autor é nada mais e nada menos do que Cass R. Sunstein, um fundador e diretor do Programa de Economia Comportamental e Políticas Públicas em Harvard, onde também é professor. Foi chefe do Escritório de Informações e assuntos Regulatórios da Casa Branca e membro do Grupo de Revisão de Inteligência e Tecnologias de comunicação, criado por Barak Obama. Além de ser casado com Samantha Power, atual embaixadora dos Estados Unidos Nas Nações Unidas.

Claro que não vou dar spoiler, mas deixo questões abaixo e que vocês podem desvendar ao lerem o livro: "A força é Deus ou é algo dentro de cada um de nós?" "O que os filmes têm a dizer sobre cristianismo? Sobre gênero e raça? Sobre o capitalismo? Sobre o significado de lealdade? Sobre por que a história dá as voltas que dá?"

Fica aí o mistério para aqueles que se interessarem para ler o livro, tem somente 206 páginas, além dos agradecimentos no final e das notas.

Que a força esteja com você! :)