Vocês já devem ter visto e ouvido algum amigo, parente, desconhecido ou até mesmo podem ter sido ou são esse tipo de pessoa, o tipo que já foi preconceituosa, afinal, é tão difícil não ser perante o mundo que vivemos, mesmo que inconscientemente. Mas, qual a diferença entre ter a própria opinião e respeitar? Agora, vou usar de exemplo, mais uma vez as mulheres. Que tão constantemente são o motivo de conversas em bares, de olhares nas ruas, que tantas vezes são o pivô nos noticiários, revistas, novelas e no nosso dia-a-dia. Mas, antes os motivos fossem mais bons do que ruins, pois infelizmente, a maioria são situações onde as mulheres são sujeitas a agressões verbais e físicas, e acreditem, apenas por serem livres.
E não entendo o motivo pelo qual as pessoas se preocupam tanto com a vida das mulheres, com o que elas fazem ou deixam de fazer, principalmente no quesito sexual. Com quantos caras a mulher se relaciona afetivamente, sexualmente ou ambos. E vejo tantas pessoas dizendo o que nós mulheres devemos fazer ou não com o nosso corpo para que nós possamos ser valorizadas pelos homens e respeitada por outras mulheres, criando um sistema patriarcal patético, onde as mulheres são infantilizadas, a ponto dos outros ficar cagando regras IMBECIS, do tipo "Mulher que se valoriza, não sai ficando com todo mundo" Blá blá blá e toda essa chatice. Depois, ficam difamando o feminismo e as feministas, e vejo que os mesmos que reclamam do feminismo, são os que ficam compartilhando e pregando o ódio e repressão ao sexo feminino, parece até misoginia em certos casos.
E muitos desses adoram dizer que as feministas querem acabar com os direitos dos homens ou se tornarem superior, e coisas do tipo, sendo que quem age com ódio voltado as mulheres são exatamente os criticadores do feminismo, contraditório não? Mas, a verdade é que eu acho que todo homem e mulher machista, que tenha um pouco de estudo/educação na vida, no fundo sabe o verdadeiro significado do feminismo, sabem que não é nenhuma guerra dos sexos, mas, pra essas pessoas é muito mais fácil culpar os outros do que assumir seus próprios erros e preconceitos já implantados em suas mentes desde os primórdios, é muito mais difícil desaprender algo do que aprender, até entendo, porém o fato de eu entender, não acho que justifica, nunca n-a-d-a justificará.
Pois, nós nos adaptamos a tantas mudanças em nossas vidas com o tempo (no sentido de evolução), mas, parece que a sociedade ainda não abandonou o hábito de tratar a liberdade sexual da mulher, da mesma forma como tratam a do homem. E daí a forma como a mulher se veste? com quem ela fica? Nenhuma mulher merece ser chamada de puta, vadia, vagabunda e nem mesmo ser agredida, simplesmente por ser LIVRE sexualmente e em todos os outros aspectos femininos. E toda vez que eu vejo alguém dizendo esses tipos de coisas, penso que a pessoa é livre para pensar o que quiser, mas o problema é que geralmente essas ideias não ficam somente em suas mentes, elas também vão muito além, saem e se transformam em violência e algumas vezes termina em morte, e eu sendo mulher, obviamente já fui vítima de machismo verbal e acredito que toda mulher também já foi ou será um dia, e infelizmente algumas foram ou serão fisicamente.
Sei também que isso é um hábito arcaico imposto na sociedade, quase imutável aparentemente, e sei que eu não tenho o poder de mudar a mente das pessoas com esse texto, apesar de ser algo que eu queria muito ter, mas, só espero mesmo que as pessoas possam começar a refletir que todo esse preconceito disfarçado de preocupação muitas vezes com as mulheres é algo totalmente desnecessário, não precisamos de fiscais de corpo alheio, porque isso afeta mais nós, que somos as vítimas dos comentários, olhares e atitudes do que vocês que agem dessa forma, e respeito é o mínimo que as pessoas podem ter com as outras, e é só isso que eu espero (por enquanto).
E fica aqui mais um exemplo entre ter a opinião sobre algo e ter o respeito.
"É como se eu estivesse em restaurante onde servem todos os pratos com pedaços de pêssego em calda. Tem gente que gosta. Eu não. O que faço? Não volto mais, não gostei. Isso é liberdade. O sujeito tem direito de enfiar pêssego na feijoada? Tem. O restaurante é dele. Você gosta? Problema seu. Volte lá ou esqueça. Pronto, fim, vamos seguir a vida e comer em outros lugares.
Agora você volta no lugar. Entra. Chuta as mesas. Ofende o cozinheiro. Ofende os outros clientes. Cospe na cara do dono. Caga nas paredes. Vomita nas panelas. Faz piquete na porta. Compra gasolina. Quer botar fogo no lugar, acabar com tudo o que existe ali. Simplesmente porque aquilo não condiz com seu gosto pessoal. Porque aquilo tudo te incomoda e mesmo assim você continua entrando lá, comendo macarrão com pêssego em calda porque precisa alimentar seu ódio, em um masoquismo irracional. Depois que come quer reclamar. Quer comer e dizer "tá vendo? tá vendo? é uma merda, vou acabar com você". Por favor."
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