sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A importância da descriminalização do aborto e a moral religiosa.

A UNICEF relata que milhões de crianças morrem todos os anos, principalmente de doenças facilmente tratáveis. Ou seja, por vezes, coisas como falta de água potável, ou desidração e diarréia, coisas que podem facilmente ser tratadas. E poderiam ser tratadas com literalmente, alguns centavos por dia dos países ricos. Bom, tudo bem, se somos sérios sobre salvar vidas, salvar vida de crianças, existe maneiras mais fáceis de fazer isso.

E se vocês acham que depende só do quanto a mãe é "guerreira" pra criar um filho e não de outros fatores externos, como por exemplo condições financeiras e estabilidade psicológica/emocional, apresento-lhes essas informações:

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) publicou o relatório intitulado “Situação Mundial da Infância 2016: Oportunidades justas para cada criança”, que apresenta um panorama do futuro da infância em regiões ou classes mais desfavorecidas. Os principais dados do documento alertam que, até 2030, 167 milhões de crianças devem viver na extrema pobreza, e que 69 milhões, com menos de 5 anos, morrerão de causas evitáveis. E adivinha quais são as mulheres que não podem abortar? Exatamente, as mulheres que vivem em regiões ou são de classes mais desfavorecidas. Quem depende de hospital público para ter um atendimento básico, sabe a demora que é para ter um simples atendimento, fora que quando precisa de exames, a demora se prolonga ainda mais ou dependendo de qual for o seu problema, você precisa de um remédio que não tem na farmácia do posto e precisa pagar por ele. E um plano médico particular é tão caro quanto um possível remédio caro. E sendo assim, a pessoa (criança, adulto ou idoso) fica a mercê desse serviço público precário.

Link da matéria: http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2016/06/relatorio-da-unicef-revela-que-pobreza-pode-causar-morte-de-69-milhoes-de-criancas-ate-2030-3834.html

Em suma, descriminalizar o aborto não é matar nenhuma criança, e sim regulamentar o procedimento para que reduza o número de mortes de mulheres pobres, para que evite mortes de crianças por pobreza também, afinal salvando essas mulheres, mesmo que elas abortem um dia, algum tempo depois ela pode querer ter um filho e além disso, condições de ter um e ainda evitam por filho no mundo para sofrer. Eu tenho um irmão de sete anos e com certeza sou contra o genocídio infantil, TOTALMENTE CONTRA. Mas, uma coisa é matar uma criança que possui consciência e sistema nervoso central, outra coisa é abortar um feto com menos de três meses, onde ele não possui nenhuma dessas condições. Esqueçam essas fotos que circulam pela internet de fetos com mais de três meses e mortos, porque isso é falacioso e é nada mais do que apelo emocional para acreditarem que isso é o aborto.

E por fim, a minha crítica aos religiosos conservadores defensores da "moral" divina.

                              

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