sábado, 9 de agosto de 2014

Curiosidades da Ciência.

Todos sabem que o homem já foi ao espaço, e supostamente á lua. E há 50 anos atrás, aos 27 anos de idade, Yuri Alekseievitch Gagarin se tornava o primeiro homem no espaço. Gagarin entrou para a história no dia 12 de abril de 1961, ao dar a volta na órbita da Terra em 89 minutos - o tempo total da viagem foi de 1 hora e 48 minutos - a bordo da cápsula Vostok. Ele estava sendo treinado como um cosmonauta havia 1 ano e 29 dias. E essas missões (assim como várias outras), possibilitaram e possibilitam que nós possamos conhecer nosso mundo. E, mesmo após cinco décadas de que o homem foi ao espaço, muitos sabem que eles de fato chegaram lá, mas, poucos sabem o que foi preciso para que eles pudessem chegar lá, e então, eu resolvi mostrar algumas curiosidades sobre esses astronautas e suas viagens espaciais.

Primeiramente, gostaria de contar-lhes um pouco sobre duas importantes responsáveis por essas viagens/missões espaciais. Então, eis que apresento-lhes o Centro Espacial Lyndon B. Johnson (original: Lyndon B. Johnson Space Center),  localizado na cidade de Houston, Texas, Estados Unidos. Johnson Space Center, é uma das sede da NASA, onde atualmente, trabalha em conjunto com Agência espacial Europeia, Agência Federal Rússia e países da Ásia, para manutenção e continuação das pesquisas na estação espacial internacional. Houston, é a quarta maior cidade Americana, e ela está ligada diretamente a história da pesquisa espacial. Já a A agência espacial Nasa, foi fundada em 1958, e onze anos depois, levou o primeiro homem a lua. E em 1969, Neil Armstrong, ao supostamente pisar na lua, a primeira frase que ele disse foi: "Houston, a águia pousou".



Agora, voltando para a Johnson Space Center, onde acontecem treinamentos, há também uma piscina do tamanho de um campo de futebol, visto que, seu tamanho, é uma réplica do tamanho da Estação Espacial Internacional EEI (que é um laboratório espacial e que tem o tamanho de um campo de futebol), e nas últimas décadas, foi responsável por colocar os satélites e sondas em órbita, além de diversos programas e pesquisas no espaço. E em Houston, na Johnson Space Center, durante os treinamentos os astronautas ficam dentro dessa piscina, porque ela oferece uma condição de simular de certa forma, a microgravidade, ou a falta de gravidade no espaço. E tudo é controlado por câmeras, e possuem também outros especialistas auxiliando-os nos treinamentos. Também há cabos vermelhos e brancos que ficam flutuando sob a água, e servem para levar oxigênio e comunicações aos astronautas enquanto estão dentro da água.



E outra curiosidade, são os trajes espaciais, que podem custar até 12 milhões de dólares (20 milhões de reais), mas, mesmo que de primeira impressão, o valor pareça injusto, olhando bem de perto, metaforicamente falando, fica perceptível que o valor faz sim jus ao equipamento. Começando pela cor da roupa, que é branca, justamente para refletir os raios do sol e evitar um superaquecimento, e há 14 camadas de tecidos, com materiais como náilon, alumínio e neoprene. Depois, o capacete espacial, que tem um visor com filtros que protegem os olhos da luz solar direta, além dele, o astronauta também usa na cabeça uma touca com os fones de ouvido e microfones para comunicação via rádio, e também há no capacete um canudo (ligado a uma bolsa plástica), que garante o suprimento de água potável ao astronauta,
onde ele pode sugá-la quando sentir sede.


Posteriormente, para vestir o traje, não é permitido, relógios, anéis entre outros, porque materiais metálicos, danificam a roupa, pois o traje tem toda a proteção física do corpo do astronauta, além de possuir sistemas de comunicação (como já citei alguns), sistemas de oxigênio, sistema de manutenção de temperatura, além de tudo, o traje pode vir a pesar até 130 quilos. É claro que no espaço o astronauta não sente o peso real, mas sentem a massa do traje. Com isso, se você acelerar com esse peso, há muito mais dificuldade em conseguir se manter parado após a aceleração.

E para vesti-lo é preciso prender o traje em uma estrutura metálica, a roupa fica presa nessa estrutura, e então é preciso colocar as pernas e os pés, e em seguida, encaixar-se na estrutura, depois, colocar a parte de cima e por fim, fechar todo o complemento, como por exemplo: o torso, capacete, luvas e botas.
E há um sistema nos braços, pernas e cintura para o astronauta se movimentar melhor. E nos casos, em que os astronautas precisam passar muito tempo no espaço, eles então usam uma fralda superabsorvente, para coletar a urina e as fezes enquanto estiverem no traje espacial.

Há também, a incrível inovação chamada "Safer", que é um propulsor dirigível movido a nitrogênio, que permite que o astronauta se desloque no espaço em atividades fora de sua nave (para se ter uma ideia, seu funcionamento é semelhante ao jetpack do jogo GTA San Andreas, e no filme "Gravidade", também vemos os personagens utilizando-os). E por fim, há uma espécie de mochila que os astronautas carregam nas costas, que é um superkit de sobrevivência, que dá um suporte de vida de oito horas, ela guarda desde a bateria que faz todo o traje funcionar, até suprimentos de oxigênio e água.

Depois de ficar sabendo tudo isso, minha vontade de fazer uma viagem espacial só aumentou (Eu tenho uma vontade enorme de viajar pelo espaço, e se fosse possível, se houvesse um buraco de minhoca, queria viajar por todo o universo, explorando cada canto, mas, em especial a galáxia de Andrômeda, que é uma das minhas galáxias favoritas e uma das mais belas na minha opinião.) E vocês, já tiveram vontade de partir para uma viagem espacial? Se sim, quais lugares do universo gostariam de conhecer? Deixem os comentários :)

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A diferença entre a opinião e o respeito.

Olá terráqueos, voltei depois de um tempo sumida novamente, e desta vez, abordando mais uma vez um tema que eu já falei no blog, porém agora, de uma forma um pouco diferente. Não tenho como intenção causar desordem, tenho como intenção apenas o bem estar, de todos. Então vamos lá...

Vocês já devem ter visto e ouvido algum amigo, parente, desconhecido ou até mesmo podem ter sido ou são esse tipo de pessoa, o tipo que já foi preconceituosa, afinal, é tão difícil não ser perante o mundo que vivemos, mesmo que inconscientemente. Mas, qual a diferença entre ter a própria opinião e respeitar? Agora, vou usar de exemplo, mais uma vez as mulheres. Que tão constantemente são o motivo de conversas em bares, de olhares nas ruas, que tantas vezes são o pivô nos noticiários, revistas, novelas e no nosso dia-a-dia. Mas, antes os motivos fossem mais bons do que ruins, pois infelizmente, a maioria são situações onde as mulheres são sujeitas a agressões verbais e físicas, e acreditem, apenas por serem livres.

E não entendo o motivo pelo qual as pessoas se preocupam tanto com a vida das mulheres, com o que elas fazem ou deixam de fazer, principalmente no quesito sexual. Com quantos caras a mulher se relaciona afetivamente, sexualmente ou ambos. E vejo tantas pessoas dizendo o que nós mulheres devemos fazer ou não com o nosso corpo para que nós possamos ser valorizadas pelos homens e respeitada por outras mulheres, criando um sistema patriarcal patético, onde as mulheres são infantilizadas, a ponto dos outros ficar cagando regras IMBECIS, do tipo "Mulher que se valoriza, não sai ficando com todo mundo" Blá blá blá e toda essa chatice. Depois, ficam difamando o feminismo e as feministas, e vejo que os mesmos que reclamam do feminismo, são os que ficam compartilhando e pregando o ódio e repressão ao sexo feminino, parece até misoginia em certos casos.

E muitos desses adoram dizer que as feministas querem acabar com os direitos dos homens ou se tornarem superior, e coisas do tipo, sendo que quem age com ódio voltado as mulheres são exatamente os criticadores do feminismo, contraditório não? Mas, a verdade é que eu acho que todo homem e mulher machista, que tenha um pouco de estudo/educação na vida, no fundo sabe o verdadeiro significado do feminismo, sabem que não é nenhuma guerra dos sexos, mas, pra essas pessoas é muito mais fácil culpar os outros do que assumir seus próprios erros e preconceitos já implantados em suas mentes desde os primórdios, é muito mais difícil desaprender algo do que aprender, até entendo, porém o fato de eu entender, não acho que justifica, nunca n-a-d-a justificará.

Pois, nós nos adaptamos a tantas mudanças em nossas vidas com o tempo (no sentido de evolução), mas, parece que a sociedade ainda não abandonou o hábito de tratar a liberdade sexual da mulher, da mesma forma como tratam a do homem. E daí a forma como a mulher se veste? com quem ela fica? Nenhuma mulher merece ser chamada de puta, vadia, vagabunda e nem mesmo ser agredida, simplesmente por ser LIVRE sexualmente e em todos os outros aspectos femininos. E toda vez que eu vejo alguém dizendo esses tipos de coisas, penso que a pessoa é livre para pensar o que quiser, mas o problema é que geralmente essas ideias não ficam somente em suas mentes, elas também vão muito além, saem e se transformam em violência e algumas vezes termina em morte, e eu sendo mulher, obviamente já fui vítima de machismo verbal e acredito que toda mulher também já foi ou será um dia, e infelizmente algumas foram ou serão fisicamente.

Sei também que isso é um hábito arcaico imposto na sociedade, quase imutável aparentemente, e sei que eu não tenho o poder de mudar a mente das pessoas com esse texto, apesar de ser algo que eu queria muito ter, mas, só espero mesmo que as pessoas possam começar a refletir que todo esse preconceito disfarçado de preocupação muitas vezes com as mulheres é algo totalmente desnecessário, não precisamos de fiscais de corpo alheio, porque isso afeta mais nós, que somos as vítimas dos comentários, olhares e atitudes do que vocês que agem dessa forma, e respeito é o mínimo que as pessoas podem ter com as outras, e é só isso que eu espero (por enquanto).

E fica aqui mais um exemplo entre ter a opinião sobre algo e ter o respeito.

"É como se eu estivesse em restaurante onde servem todos os pratos com pedaços de pêssego em calda. Tem gente que gosta. Eu não. O que faço? Não volto mais, não gostei. Isso é liberdade. O sujeito tem direito de enfiar pêssego na feijoada? Tem. O restaurante é dele. Você gosta? Problema seu. Volte lá ou esqueça. Pronto, fim, vamos seguir a vida e comer em outros lugares.
Agora você volta no lugar. Entra. Chuta as mesas. Ofende o cozinheiro. Ofende os outros clientes. Cospe na cara do dono. Caga nas paredes. Vomita nas panelas. Faz piquete na porta. Compra gasolina. Quer botar fogo no lugar, acabar com tudo o que existe ali. Simplesmente porque aquilo não condiz com seu gosto pessoal. Porque aquilo tudo te incomoda e mesmo assim você continua entrando lá, comendo macarrão com pêssego em calda porque precisa alimentar seu ódio, em um masoquismo irracional. Depois que come quer reclamar. Quer comer e dizer "tá vendo? tá vendo? é uma merda, vou acabar com você". Por favor."

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Contos: O Advogado e réu.

Um homem estava sendo julgado por assassinato. Havia fortes evidências sobre a sua culpa, mas o cadáver não aparecera.
Quase no final da sua defesa, o advogado, temeroso de que seu cliente fosse condenado, recorreu a um truque:
- Senhoras e senhores do júri, eu tenho uma surpresa para todos vocês - disse o advogado, olhando para o seu relógio. - Dentro de um minuto, a pessoa presumivelmente assassinada pelo meu cliente, vai entrar neste tribunal.
E olhou para a porta. Os jurados, surpresos, também ansiosos, ficaram olhando para a porta. Um minuto passou. Nada aconteceu.
O advogado, então, completou:
- Realmente, eu falei e todos vocês olharam com expectativa. Portanto, ficou claro que vocês têm dúvida se alguém realmente foi morto. Por isso, insisto para que vocês considerem o meu cliente inocente.
Os jurados, visivelmente surpresos, retiraram-se para a decisão final. Alguns minutos depois, o júri voltou e pronunciou o veredicto:
- Culpado!
- Mas como? - perguntou o advogado. - Vocês estavam em dúvida, eu vi todos vocês olharem fixamente para a porta!
E o juiz esclareceu:
- Sim, todos nós olhamos para a porta. Mas o seu cliente, não...

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Think Different: Steve Jobs.

Steven Paul Jobs, nasceu em São Francisco(Califórnia), dia 24 de fevereiro de 1955, foi um hippie visionário, que se tornou o co-fundador da Apple e um empresário de sucesso. O criador de dispositivos como o iPhone, iPad e os computadores da linha Mac. Além de revolucionar também o cinema de animação dos anos 1990 (com a Pixar), e mais recentemente, a música digital (com o Ipod e o iTunes).
E em uma tarde qualquer, eu estava pesquisando mais sobre Jobs, e assisti à um vídeo que me mostrou um lado a mais do que eu já conhecia do grande empreendedor, e também tomei aquilo como lição para a vida, e decidi então compartilhá-la.


Certa vez em um discurso realizado em Stanford, Jobs disse que o motivo pelo qual ele se tornou quem era, teve início muito antes dele nascer. E tudo começou, quando seus pais biológicos decidiram o colocar para adoção logo quando descobriram que teriam um menino, e exigiram que os pais adotivos tivessem uma formação acadêmica. Então, havia um casal que estava na fila de espera para a adoção. E uma certa noite, eles receberam uma ligação informando que havia um "garoto inesperado" (termo usado pelo próprio Steve) para a adoção, e claro, eles aceitaram na hora. Mais tarde, os pais biológicos de Jobs, descobriram que os pais adotivos não tinham nenhuma formação, e após saber disso, os pais biológicos não queriam mais continuar com os procedimentos finais da adoção. Mas, os pais adotivos não queriam perder a criança, então propuseram aos pais biológicos, de que eles fariam de tudo para que Jobs pudesse se formar futuramente. E alguns anos mais tarde, Jobs realmente entrou em uma faculdade, e que por sinal tinha um custo financeiro muito alto, maior do que as economias de seus pais adotivos, que haviam guardado esse dinheiro por um bom tempo, até que Jobs tivesse todos os requisitos para fazer um curso superior, mas, algo inesperado aconteceu, e logo sua família atual descobriu que aquela reserva financeira não era o suficiente, e seria preciso muito mais para que Jobs pudesse realizar aquela promessa feita por seus pais adotivos em sua adoção, há alguns anos atrás. Mas, além do alto custo, Jobs também dizia não se interessar pela maioria das aulas, então, naquele momento faltava não somente o dinheiro, como também a vontade de Jobs em participar daquelas aulas. Um tempo mais tarde, ele deixou de assistir todas as aulas, para assistir apenas aquelas que as interessavam, como por exemplo, na época, a Reed College que é uma escola privada de artes, estava oferecendo instruções de caligrafia manual, e Jobs, decidiu então aprender a fazer aquilo, e além de aprender, descobriu que gostava do que fazia. E dez anos depois, quando Jobs estava projetando o que seria o primeiro computador Macintosh na garagem da casa de seus pais, juntamente com seu amigo
Steve Wozniak, ele se recordou daquelas aulas que aprendera na escola de artes, e tudo isso foi aplicado de forma excelente em seu projeto, que por si só já era genial.


O que resultou em um computador com uma tipografia bonita, e o próprio Jobs se enaltecia disso. E ele ainda complementou, que se não tivesse entrado naquele simples curso da faculdade, o Mac não teria fontes tão bonitas e tamanha precisão, e como ele mesmo afirma que o windows copiou o Mac, provavelmente nenhum computador pessoal teria. Jobs explica, que se nunca tivesse deixado a faculdade, talvez nunca teria entrado nas aulas de caligrafia, e os computadores não teriam a incrível caligrafia que tem. E anos mais tarde, ficou muito claro, que não se pode conectar os pontos olhando adiante, mas só é possível conectar os pontos olhando para trás. E ele ainda reforça, que nós temos que confiar que os pontos de alguma forma vão se conectar futuramente, que é preciso acreditar em tudo o que se faz no presente ou pretende fazer, para poder ver consequências no futuro. Pois, acreditar que os pontos vão se ligar em um momento, vai te dar confiança para seguir seu coração, mesmo que ele te leve para um caminho diferente do previsto, e isso fará toda a diferença. E Jobs, tem mais alguns outros exemplos que comprovam o que foi dito, como por exemplo, sua demissão da empresa que ele mesmo fundou, e que de certa forma, mais tarde, os pontos de conectaram novamente, mas isso é uma história a parte e para o texto não ficar muito grande, deixo vocês decidirem se querem saber dessa história ou não, pesquisando a respeito individualmente. Em suma, o que começou em uma garagem entre dois amigos, resultou em uma companhia de 2 bilhões de dólares, com mais de 4000 empregados. E para quem quer conhecer mais a fundo a história de Jobs e da Apple, recomendo o filme "Jobs" com o ator Ashton Kutcher, que por sinal teve uma atuação excelente, e que mostra o período desde a entrada de Jobs na faculdade, até o seu retorno à Apple, e é uma obra que apresenta mais o lado pessoal do revolucionário, e também temos alguns livros, e um dos que eu li, que é "A cabeça de Steve Jobs", envolve mais empreendedorismo. E por fim, deixo como grande lição, para todos nós, o comercial da Apple “Here’s to the crazy ones” (“Isto é para os loucos”), de 1997, narrado pelo próprio Steve Jobs, que foi o primeiro a usar o slogan “Think Different” (“Pense Diferente”). O vídeo, em preto e branco, mostra as imagens de personalidades que provocaram mudanças significativas no mundo, como Albert Einstein, Picasso e Martin Luther King. É também o comercial em que Jobs se manteve fiel ao que acreditava e conseguiu provar ao mundo que pensar diferente é essencial para alcançar o sucesso.

Think Different - The Crazy Ones, Apple (legendado)


Curiosidades: 

A Morte de Steve Jobs:
Steve Jobs morreu no dia 5 de outubro de 2011 na sequência de um câncer pancreático raro que afeta as funções exócrinas do órgão, contra o qual lutava desde 2004.2 O anúncio foi dado pela família dele, que disse: "morreu em paz hoje". A causa final da morte foi uma parada respiratória.

Apple Computer Inc e Apple I:
A Apple Computer Inc foi criada em abril de 1976 para comercializar um computador pessoal criado por Wozniak poucos meses antes. A ideia para o equipamento surgiu durante uma reunião do Homebrew Computer Club em 5 de março de 1975. Após ver um folheto sobre microprocessador, Wozniak teve um insight onde visualizou "teclado, tela e computador, todos juntos em um pacote integrado.

Surgimento do nome da empresa:
Fascinado pela funcionalidade do aparelho, Jobs convenceu Wozniak a comercializar o equipamento. Para tanto, decidiram abrir uma empresa. Entre as primeiras sugestões para nome estavam termos da computação como Matrix, neologismos como Executek e nomes "desinteressantes" como Personal Computer Inc. Por fim, Jobs propõe Apple Computers. "Eu estava em uma das minhas dietas frugívoras. Tinha acabado de voltar da fazenda de maçãs. O nome parecia divertido, espirituoso e não intimidante.
E por a maçã ser considerada a fruta que representa a criação, então Jobs, conciliou a ideia que a fruta transmitia com a ideia do que eles queriam transmitir, criação e inovação.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Metrô Assombrado.

Hoje é dia de mais uma história de terror. Então fechem as portas, apaguem as luzes e coloquem aquela música de psicose de fundo enquanto lê, para dar aquela dose a mais de medo e suspense. Acomodem-se, porque essa história é longa, mas é ótima. Boa leitura. And here we go!!!



Dois amigos voltando de uma festa. Já é quase uma da manhã, em São Paulo. Eles precisam do metrô para voltar para casa. De sábado, o metrô fecha mais tarde. Durante a semana fecha meia noite, nos sábados fecha uma da manhã.
Eles pegam um dos últimos metros. Uma garota esbarra com um deles na estação, e depois fica trocando olhares com o rapaz, Pedro. Ela chega até a porta do trem em que Pedro e Leonardo entram, mas então ela percebe que esta pegando o sentido errado do metrô. Ela vai embora, e Pedro corre atrás dela, deixando seu amigo para trás.
- Oi! – diz Pedro.
- Olá... – responde a garota, meio sem jeito. Você não estava dentro do trem com seu amigo?
- Estava sim. Mas eu simplesmente precisava falar com você. Não podia deixar você ir embora assim.
- Que fofo! Qual seu nome?
- Pedro, muito prazer. Você é...?
- Daniela! – diz a moça, sorridente.
- Pena que está tão tarde, senão te chamaria pra sair agora! – Pedro fica feliz de ver que a moça era tão simpática quanto aparentava, além de bonita.
- Nem me fale! Tenho que pegar meu metrô pra ir pra casa!
- Me dá seu telefone! Te ligo pra marcamos alguma coisa.
Pedro anota o número dela e promete ligar no dia seguinte. Então o trem de Daniela chega e ela vai embora, dando um forte beijo na bochecha dele. Quando o rapaz volta para pegar o seu próprio metrô, percebe que o trem que seu amigo havia pegado era o último daquele sentido. Um dos guardas do metrô diz que ele precisa sair da estação, pois estava no horário de fechar a estação e não havia mais trens disponíveis.
Ele sai da estação República e se senta na praça ao lado. Ele percebe que há um mendigo dormindo ali perto. Ele não se importa muito, pois está com os pensamentos em outro lugar. Preocupado por não ter como voltar pra casa, e pensando na garota.
- Ei garoto! O metrô já fechou?! – diz repentinamente o mendigo.
- Sim, acabou de fechar...
- Eu sei por que o metrô fechou agora. Você sabe por que o metro fechou agora?! –retruca o mendigo inesperadamente.
- Por causa do horário, já passou da uma da manhã – responde Pedro, confuso.
- Sim e não.
- Como assim, sim e não?
- Sim, é porque já deu o horário. Mas há uma boa razão para o metrô fechar neste horário.
Pedro vendo que teria de esperar a madrugada toda até que o metrô abrisse novamente, pois não sabia andar de ônibus, começa a prestar atenção nas palavras do mendigo.
- Eu já trabalhei como maquinista, meu jovem. Eu era Cláudio Santos, o funcionário exemplar do metrô de São Paulo. Eu mesmo não acreditaria na história que estou prestes a te contar, se não tivesse visto com meus próprios olhos.
- Conte então, Cláudio Santos – diz em tom de brincadeira Pedro.
Ignorando a brincadeira, Cláudio começa a lhe contar sua história, como quem conta para uma criança que na verdade não existe Papai Noel nem Coelho da páscoa.
Claudio lhe diz que há muito tempo que o metrô não funciona de madrugada.
- Há alguns lugares subterrâneos, entre as estações, pra onde os trens vão em caso de defeito, ou na hora em que o expediente se encerra. Fui maquinista, e alguns meses depois que comecei a trabalhar, fui para o turno da noite. Uma das primeiras coisas que me disseram, era que seria contado pra mim um segredo absoluto, que eu não poderia comentar com ninguém. Pensando bem, mesmo que eu contasse, poucos acreditariam...
- Falaram que tinha a ver com as erupções do sol. Com as atividades magnéticas que o sol gerou em outros planetas, que deram vida para aquelas coisas que vieram pra cá. Mas na verdade ninguém sabe ao certo. O que se sabe realmente, é que elas moram no subterrâneo. E se locomovem nos túneis do metrô. Possuem hábitos noturnos, e sua dieta inclui qualquer coisa viva, mas elas adoram animais grandes, e principalmente seres humanos – disse sombriamente o mendigo.
- Por isso que o metrô fecha todos os dias à meia noite, de sábado à uma da manhã. E uma da manhã já é bem arriscado, pois em algumas épocas essas criaturas já estão se movendo neste horário – continuou Claudio.
- Não existem apenas em São Paulo. Em várias outras cidades ou campos existem essas criaturas, mas elas preferem a escuridão e lugares fechados. Só saem para se alimentar. Eu não acreditava nestas histórias, até aquela noite inesquecível. Minha última noite de trabalho – o ex-maquinista parecia um pouco perturbado.
- Foi quando levei um trem para a garagem. Na volta, ao invés de subir logo para a superfície, pela garagem dos trens, pensei ter ouvido um barulho estranho vindo dos túneis. Me aproximei para tentar enxergar, levando uma lanterna que encontrei ali por perto. Já era tarde, e eu era o último maquinista a deixar a garagem – apenas Claudio falava, enquanto Pedro prestava atenção em tudo, sem saber o que viria a seguir.
Não havia ninguém para testemunhar o som tão descomunal que foi ouvido naquela noite.
- Era como se máquinas triturassem ossos, e ao mesmo tempo era como o rugido de um animal gigantesco. Aquele som ecoou pelo túnel do metrô, congelando meus ossos. A única coisa que consegui fazer foi ficar estático, com a lanterna desligada em uma das mãos, ouvindo a respiração rasgante (como metal sendo raspado) ecoar longamente e cada vez mais próxima. Quando recuperei a sensibilidade das pernas e senti que havia me molhado, mijando em minhas calças, e a respiração sinistra estava razoavelmente próxima, liguei a lanterna e vagarosamente a apontei para frente. A visão foi tão perturbadora que deixei a lanterna cair e sai correndo em meio a escuridão, me orientando apenas pelas luzes de emergência da escada de saída da garagem e tropeçando em todas as coisas espalhadas pelo chão. Mas não importava isso. O que importava era aquilo que ele tinha certeza de ter encontrado.
Desde então Claudio nunca mais tinha tido coragem de entrar no metrô, abandonando seu trabalho e sua vida, pois tinha ficado tão perturbado com a visão que apenas bebendo conseguia esquecer um pouco de que tal monstruosidade existia. Desde então ele começara a morar na rua, sempre próximo a estação para que nunca fosse pego desprevenido em algum lugar, para que pudesse sempre ficar de olho se algo iria sair do metro. Para ter certeza de que não enlouquecera e imaginara tal criatura horrenda.
Pedro, meio atordoado com tal história, decide sair dali. Ele se recorda que existe um cyber café ali por perto, que funciona 24 horas, e decide passar o resto da noite ali. No caminho, ele percebe que tem algumas chamadas perdidas no celular, de seu amigo Leonardo. Ele tenta ligar para seu amigo a caminho do cyber café, mas a ligação não é completada, como se a bateria do celular de Leo tivesse acabado.
Pedro chega no café e coloca algumas horas em sua conta. Ele entra na internet, e depois de checar seus e-mails e contatos (nunca há nada de novo), ele se vê com horas pela frente e nada para fazer. Decide então pesquisar alguma coisa da história do mendigo, como se para provar para si mesmo que tal coisa era absurda, e conseguir tirar de sua cabeça de uma vez por todas (coisa que vinha tentando fazer desde que saíra de lá).
Ele pesquisa por monstros no metro, criaturas solares, e tudo que encontra são jogos e histórias em quadrinhos. Nada real. Depois de muito procurar, quando ele pesquisa por ruídos estranhos, ele encontra alguns vídeos bem incomuns. Vídeos de pessoas que conseguiram gravar uma série de barulhos estranhos que acontecem ao redor do mundo. Em lugares abertos, geralmente a noite (embora nem todos fossem a noite), vários ruídos estranhos vindos pelo ar, como se fossem rugidos de uma criatura gigantesca, feita com canos e placas de metal que são balançadas, arranhadas e quebradas quando a criatura grita.
Pesquisando sobre erupções solares, Pedro descobriu que elas aumentam o campo magnético ao redor do sol... As coisas da história do mendigo começavam a se encaixar, mas isso não queria dizer que era verdade, claro que não. Pedro olha no relógio e vê que já são 4h30, está próximo ao horário que o metrô começa a funcionar novamente. Ele encerra seu tempo no computador e vai para a estação.
As ruas estão vazias, como era de se esperar. Pedro entra na estação e nem percebe que os portões estão ligeiramente tortos nas dobradiças. Pedro está passando pela catraca, quando ouve um barulho distante vindo lá de cima, da rua. Ele pensa que já é hora dos trabalhadores entrarem na fábrica que deve ter ali por perto.
Pedro não está com medo, e continua repetindo isso para si mesmo. Repetindo tanto que ao pegar seu celular para olhar o horário, só percebe que há um ícone de mensagem de voz em seu celular. Coisa que não havia reparado horas atrás. Pedro não percebeu que o relógio no cyber café não havia sido ajustado com o horário de verão, e que na verdade eram 3h30 da manhã ainda. Também não se dá conta que a estação está deserta. Vendo apenas o ícone de mensagem de voz, Pedro decide ligar para escutar a gravação, preocupado com seu amigo Leonardo que tentara ligar para ele mais cedo. Pedro disca o número da caixa postal e aguarda na linha com apreensão. “Ei Pedro, é o Leo, cara! Foi mal por te ligar esse horário, tu deve estar com a mina, né! Eu to no metrô ainda...”. Pedro percebe que a respiração de seu amigo está ofegante, e que há alguns barulhos no fundo. “Cara... O metrô parou. To sozinho aqui no vagão... Tinha acabado de sair de Tiradentes....”. Pedro percebe que seu amigo está na verdade cochichando, enquanto os barulhos no fundo começam a aumentar. Como se o trem estivesse sendo esmagado, ou algo assim. “As luzes estão fracas, cara. Não da pra ver quase nada. Tem alguma coisa acontecendo, parece que o trem tá sendo cortado, lá na frente, cara! Me aju...”. Eis então que o barulho aumenta ao ponto de não conseguir mais ouvir Leonardo. Metal sendo cortado e arranhado, como se estivesse sendo cortado bruscamente. Pedro escuta um baque, provavelmente o celular de Leo caindo no chão. De repente, o barulho para. Há um choro no fundo da gravação, e o silêncio repentino. Quando um barulho tão alto começa, a ligação começa a chiar e um grito é cortado ao meio pela voz que diz “Mensagem concluída! Disque 1 para ouvir novamente, 2 para apagar a mensagem e 0 para voltar ao menu anterior”.
Pedro não consegue se mover. Ele se senta, encostado no pilar onde parara pra usar o celular. Ele segura o celular na mão, e seu coração está quase saindo pela boca. Tudo que o mendigo falou era verdade. Essa é a única explicação. Depois de se acalmar um pouco, Pedro consegue ver o horário em seu celular. São 4 da manhã.
Mas ainda há uma coisa que Pedro não consegue entender. Porque ninguém sabe disto? Porque ninguém nunca viu nenhuma criatura destas por aí? Ele chega à conclusão de que se uma pessoa vê... deve ser tarde demais para a pessoa, assim como foi para Leo.
Uma dor grande pela perda de seu amigo se abate sobre ele.
Pedro se recupera e olha novamente no celular. Pensando com mais clareza, ele se dá conta de que não era para o metrô estar aberto ainda, pelo horário. Ele se lembra dos vídeos dos barulhos estranhos ao redor do mundo, e nenhum deles estava no metrô. Todos estavam em casas ou lugares abertos, como praças. Pedro se lembra que tais criaturas gostam de lugares escuros. Se há tais criaturas nos túneis de metrô de São Paulo, e ninguém nunca descobriu... E se elas conseguem sair do metrô, elas conseguem também voltar.
Não era para o metrô estar aberto ainda.
Pedro escuta um grunhido alto vindo da entrada do Metrô. Não há mais para onde fugir.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Jogos: Crash Bandicoot.

Crash é um clássico do Playstation, que marcou a vida de muitos gamers, inclusive a minha. O jogo se passa nas fictícias Ilhas N. Sanity, em um arquipélago situado na costa noroeste da Austrália. O lançamento do jogo foi em 1995, um ano após a Sony lançar seu primeiro console de videogame da série Playstation. E como todo console precisa de uma "marca" ou melhor dizendo, de uma referência, assim como a Nintendo tem o Mario e a Sega tem o Sonic, a Sony acabava de ter então seu mais novo mascote. A história do jogo começa quando o cientista Maluco Dr. Neo Cortex vê sua criação (Crash) fugir de seu laboratório, e furioso com essa fuga, ele então decide sequestrar a namorada de Crash, a Tawna (e é importante não confundi-la com a Coco Bandicoot, irmã de Crash) que apesar de seu nome ser estranho, Coco é uma personagem adorável. 

Mas em suma, após o sequestro de sua amada, Crash também ficou furioso e decidiu resgatá-la das garras do vilão Dr. Neo Cortex. Então, o jogo se inicia, quando Crash está no meio da ilha, a procura do covil de seu rival, onde no caminho, o protagonista do game terá que enfrentar diversos obstáculos e capangas do cientista, que tentarão impedi-lo. E como se já não bastasse ter criado um personagem marcante, a produtora Naughty Dog, responsável pelo game, decidiu então criar a famosa máscara indígena chamada "Aku Aku", para proteger Crash ao longo do jogo. Esse místico adorno inca, costuma dizer uma mensagem como algo do tipo "Vumpega" durante o game, e eu sempre quis acreditar que era isso o que ele dizia pelo menos, apesar de não fazer a mínima ideia do que signifique. 

E pasmem, CRASH NÃO É UMA RAPOSA!  Sim, não estou louca. Após pesquisar mais a respeito, Crash é um "bandicoot antropomórfico". Nem eu entendi direito o que é ao certo um bandicoot, mas eu diria que é uma espécie bizarra de rato. Mas, a explicação real é que, essa espécie faz parte de uma ordem de animais, que em inglês, são chamados de “bandicoots”, e esse grupo é nativo de lugares como a Austrália, Tasmânia, Nova Guiné e Ilhas adjacentes. 

INFORMAÇÕES EXTRAS: 

1. Neo Periwinkle Córtex(seu nome inteiro) e Dr. Nitrus Brio tentaram criar um exército de animais mutantes para dominarem o mundo, mas o experimento falha e Crash Bandicoot não adquire maldade em seu coração. Seus passatempos preferidos são comer frutas Wumpa (uma espécie de fruta que lembra uma mistura de uma maçã com um pêssego) e dormir.  

2. Em junho de 2012, o criador do projeto Crash Bandicoot Returns, conhecido como Lenox47, anunciou em sua página do facebook que está oficialmente cancelando o projeto devido a falta de tempo e pessoas para ajudá-lo a dar continuidade no jogo.
Atualmente, o criador do projeto crash bandicoot returns anunciou no site ModDB que o projeto foi cancelado temporariamente e quando ele encontrar novos desenvolvedores e ter uma equipe completa, ele continuará com o desenvolvimento do jogo. 

AGORA É SÓ FICAR NA TORCIDA PARA O GAME CONTINUAR!!!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Lua Pálida: O Jogo.

Esses dias eu estava no meu trabalho, e no meu tempo livre eu estava navegando pela internet acabei encontrando uma história que chamou muito a minha atenção e o final me surpreendeu muito. É uma mistura de aventura e mistério. Vale a pena ler o texto, que por sinal é grande. Mas, é uma história muito interessante. E não vou precisar explicar do que se trata, pois o texto abaixo em si já tem todas as explicações possíveis, exceto explicação que revele o responsável por trás disso tudo, e se querem saber do que eu estou falando leiam essa história. Baseada em fatos reais. Eu fiquei curiosa pra jogar esse jogo após ler o texto, e quero saber se alguém aqui além de mim ficou também, então fiquem a vontade pra comentar.


"Na última década, tornou-se muito fácil conseguir o que se quer, através de só alguns cliques. A internet fez tudo simples demais, e qualquer um pode usar um computador e alterar a realidade. Uma abundância de informação está meramente a um clique de distância, ao ponto em que é impossível imaginar a vida sendo diferente.

Ainda assim, uma geração atrás, quando as palavras “streaming” ou “torrent” não tinha sentido, a não ser que fossem ditas em uma conversa sobre água, as pessoas precisavam se encontrar cara a cara para trocar softwares, programas, jogos de cartas e cartuchos.

É claro que a maioria desses encontros eram entre grupos de pessoas que trocavam jogos populares entre si como King’s Quest ou Maniac Mansion. Entretanto, pouquíssimos programadores conseguiam fazer seus próprios jogos para dividir entre esses círculos, que em troca passariam o jogo adiante se fosse divertido, bem desenhado e independente o suficiente. Esses jogos tinham fama de serem raros artefatos buscados por colecionadores pelo país todo. Era o equivalente a um vídeo viral nos anos 80.

Lua Pálida entretanto nunca havia saído da área da baia de São Francisco. Todas as cópias conhecidas estavam por lá. Todos os computadores que já tinham usado o jogo eram de lá. Esse fato se dá pelo seu programador ter feito pouquíssimas cópias.

Lua Pálida era um jogo “texto-aventura” no estilo Zork e The Lurking Horror, foi feito na exata época em que esse estilo estava saindo de moda. Ao iniciar o programa, o jogador era apresentado a uma tela quase vazia, exceto pelo texto:

-Você está em uma sala escura. Luz do luar brilha pela janela.
-Há OURO no canto, junto a uma PÁ e uma CORDA.
-Há uma PORTA para o LESTE.
-Comando?

Então começa o jogo que certa vez um escritor de uma fanzine descreveu como “enigmático, sem sentido, e totalmente injogável”. Ao que o jogo só apresentava os comandos PEGAR OURO, PEGAR PÁ, PEGAR CORDA, ABRIR PORTA, IR AO LESTE, o jogador recebia as seguintes instruções:

-Pegue sua recompensa.

-LUA PÁLIDA SORRI PARA VOCÊ.
-Você está na floresta. Existem três caminhos. NORTE, OESTE e LESTE.
-Comando?

O que rapidamente frustrou os poucos que jogaram o jogo foi o confuso e tiltado comportamento da segunda fase em diante – somente um dos comandos direcionais era o certo. Por exemplo, nessa ocasião, o comando para ir em qualquer direção que não fosse o NORTE faria o sistema congelar, fazendo obrigatório a reinicialização do computador.

Adiante, qualquer fase subsequente era tão somente uma repetição dos comandos anteriores, excetuando que eram somente as opções de direção que estavam disponíveis. Ainda pior, os comandos clássicos de qualquer jogo de texto-aventura pareciam inúteis. A única ação aceita que não envolvia movimentos era USAR OURO, que ocasionava o jogo a mostrar a seguinte mensagem:

-Não aqui.
USAR PÁ, que mostrava:
-Não agora.
E também USAR CORDA, que fazia surgir o texto:
-Você já usou isso.

A maior parte de todos que jogaram o jogo avançaram algumas fases até se enfastiarem com o fato de precisarem re-iniciar o computador o tempo todo e jogar o disco longe, descrevendo a experiência como uma interface porcamente programada. Entretanto, há uma verdade sobre o mundo dos computadores que é imutável, em qualquer Era: algumas pessoas que usam sempre vão ter muito tempo livre a sua disposição.

Um jovem rapaz chamado Michael Nevins decidiu descobrir se havia mais Lua Pálida do que podia se ver a olho nu. Após cinco horas e trinta e três fases de tentativas e muitos cabos de computador desconectados, ele finalmente conseguiu fazer o jogo mostrar um texto diferente. O texto na nova área era:

-LUA PÁLIDA SORRI ABERTAMENTE.

-Não há caminhos.
-LUA PÁLIDA SORRI ABERTAMENTE.
-O chão é macio.
-LUA PÁLIDA SORRI ABERTAMENTE.
-Aqui.
-Comando?

Passou-se quase outra hora até que Nevins tropeçasse na combinação apropriada de frases que fariam com que o jogo prosseguisse; CAVAR BURACO, DESCARTAR OURO, então TAMPAR BURACO. Isso fazia com que a tela mostrasse:

-Parabéns

—-40.24248—-

—- -121.4434—-

Ao que o jogo cessava de receber comandos e fazia o jogador ter de re-iniciar o computador uma última vez.

Após alguma deliberação, Nevins chegou a conclusão que os números referiam-se a linhas de latitude e longitude — as coordenadas levavam a um ponto na floresta crescente que dominava as adjacências próximas a o Parque Vulcânico Lassen. Como ele tinha muito mais tempo do que noção do perigo, decidiu ir ver o fim de Lua Pálida.

No dia seguinte, armado de um mapa, um compasso e uma pá, ele andou pelas trilhas do parque, percebendo impressionado como cada curva que ele fazia era exatamente igual as curvas do jogo. Após ter inicialmente se arrependido de ter trazido a ferramenta de escavação como que por puro instinto, ele acabou se convencendo de que sua jornada que tinha uma semelhança incrível com a do jogo poderia levá-lo a encontrar um excêntrico tesouro enterrado.

Sem fôlego após muita caminhada em busca das coordenadas, surpreendeu-se ao literalmente tropeçar em um monte de terra revirada. Cavando tão animado como ele estava, é de se entender o jeito como ele se jogou para trás em surpresa quando seus esforços o levaram a se deparar com uma cabeça em início de decomposição de uma menininha loira.

Nevin prontamente passou as informações para as autoridades. A garota foi identificada como Karen Paulsen, onze anos, dada como perdida para o Departamento de Polícia de São Diego a mais ou menos um ano e meio.

Esforços foram feitos para se encontrar o programador de Lua Pálida, mas os rastros da comunidade de troca de jogos e programas se perdiam e sempre acabavam de volta ao ponto de partida.

Colecionadores chegaram a oferecer mais de 6 mil dólares em uma cópia do jogo.

O resto do corpo de Karen nunca foi achado."

Fonte: http://www.eutanasiamental.com.br

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Casamento e prostituição.

Talvez alguns interpretem o texto de forma equivocada, ou talvez eu pareça crítica demais ultimamente. Mas, eu vejo e ouço tantas coisas absurdas, que não me parece ter outra alternativa a não ser essa. E hoje, o assunto é casamento e prostituição. Porque tem algo que vem me incomodando desde que eu me entendo por gente, e recentemente comecei a ler alguns textos da escritora Simone de Beauvoir. (Famosa feminista, escritora e filósofa existencialista do século XX.) E não me surpreendi ao ler, pois eu já ouvia muita gente de bom gosto literário me recomendar Simone. E eu poderia me estender e escrever muitos de seus belos textos, mas hoje, eu decidi falar apenas dessa frase:


E achei magnífico, me fez relembrar algumas situações, como por exemplo, desde meus quinze para dezesseis anos, muita gente me dizia pra "arrumar um namorado/marido rico, porque claro, nessa idade as pessoas já começam a encher o saco pra arrumar namorado(a) ao invés de nos incentivar a estudar, pra arrumar um bom emprego, ser bem de vida e independente, ainda mais com as mulheres. Graças aos estereótipos machistas e imbecis de achar que a mulher tem que ser sustentada pelo marido, e se eu fosse homem, também continuaria achando a ideia uma tolice. Como se eu não pudesse ser independente ou casar apenas por gostar da pessoa e não de seus bens materiais. Claro que nós precisamos de pessoas com uma vida equilibrada, seja emocionalmente e financeiramente para casar, mas não tornar isso um interesse próprio, porque casar tem um custo(e bem alto), e casamento não é status de facebook apenas, é compartilhar uma vida inteira com outra pessoa, roupa suja, mau humor matinal, contas e coisas estressantes e chatas em geral, mas claro que casamento não é feito só de coisas negativas, porém tem muita gente que ainda enxerga o casamento como nos desenhos da Disney e por isso muitas vezes casam, sem pensar no depois, só conseguem pensar no momento em que for para o altar e no momento em que vão alterar o relacionamento nas redes sociais, e tem os que casam e só depois de um tempo percebem que casamento é algo além daquele sonho de infância ou daquela tradição em que as pessoas em determinada idade TEM que se casar, e acabam sendo infelizes com o parceiro(a), seja por brigas, traição ou até mesmo por ver, que aquilo não era pra si, mas continuam juntos, pra manter a aparência, por essas e outras, há muitos casais infelizes, por isso talvez os números de traições e divórcios só vem aumentando (embora nada justifica uma traição). E também, quando as pessoas chegam na casa dos trinta, a coisa só piora, eu ainda não cheguei, mas vejo muita gente com trinta anos de idade, casando com qualquer um/uma, apenas porque pra sociedade tradicional, se você não casar até os trinta anos, você é um fracassado ou encalhada. Mas, infelizmente, esse é o sintoma de nossa sociedade doente retratada na frase de Simone, onde o parecer muitas vezes se torna mais importante do que o ser. E outro exemplo e crítica, é que muitas mulheres/homens criticam ou julgam prostitutas, mas muitos casam apenas por algum interesse, seja financeiro, seja visual, seja um status que aquilo vai te agregar, uma posição de respeito quando você engravida cedo e precisa casar pra provar alguma coisa pra sociedade ou pelo privilégio e conforto em ter alguém pra cuidar das suas coisas, tudo menos por amor e isso tudo é praticamente se vender, é uma troca, é praticamente a mesma coisa que a prostituição, com apenas a diferença citada na frase de Simone. Se você está casado(a) ou pretende se casar por algum desses motivos, exceto pelo amor, então você está no mesmo lugar que o de uma prostituta, não há diferença nenhuma. E só mais um detalhe, se você é uma pessoa assim e que gosta de julgar as prostitutas, é melhor começar a pensar melhor sobre quem você está julgando. A prostituta ou a si próprio.